Automorfia, Além da Terapia…

Automorfia: Uma Abordagem Educativa Para a Autoria de Vida

A Automorfia é uma abordagem educativa de Autoria de Vida. Não é psicoterapia nem serviço psicológico.
Há momentos em que a pessoa percebe que está vivendo mais por repetição do que por escolha. Cumpre obrigações, segue rotinas, responde às expectativas externas e toma decisões quase automaticamente, sem parar para perguntar: esta é realmente a vida que quero construir?
Questões relacionadas a escolhas, valores, hábitos, prioridades, projetos e formas de viver também podem ser trabalhadas em contextos educativos de reflexão, aprendizagem e desenvolvimento da autonomia.

Quando houver necessidade de diagnóstico, tratamento ou cuidado em saúde mental, a Automorfia não substitui o acompanhamento de profissional habilitado.

É nesse espaço educativo que se situa a Automorfia.

O Que É Automorfia?

A Automorfia é uma abordagem educativa voltada ao desenvolvimento da Autoria de Vida.

Autoria de Vida significa desenvolver a capacidade de participar conscientemente da construção da própria trajetória.

Em vez de simplesmente reproduzir expectativas, hábitos e modelos recebidos, a pessoa é convidada a observar sua realidade, reconhecer influências, avaliar possibilidades, assumir responsabilidade por suas escolhas e decidir com maior consciência a direção que deseja dar à própria vida.

A Automorfia não determina quem a pessoa deve ser nem estabelece um modelo ideal de vida.

Ela oferece um percurso educativo de reflexão, aprendizagem e escolha para que cada participante possa compreender melhor quem deseja ser, como deseja viver e quais escolhas pode realizar para aproximar sua vida dessa direção.

Uma Educação Para a Autoria de Vida

O princípio central da Automorfia é:

quanto maior a consciência sobre a própria vida, maiores são as possibilidades de realizar escolhas autorais.

Todos recebemos influências da família, da cultura, da sociedade, da educação, das experiências, das relações e das circunstâncias vividas.

Essas influências fazem parte da nossa história, mas não precisam determinar integralmente as escolhas futuras.

A Automorfia convida cada participante a observar o que incorporou ao longo de sua trajetória e perguntar:

  • O que ainda faz sentido para mim?
  • O que estou apenas repetindo sem perceber?
  • Quais valores desejo preservar?
  • Quais hábitos ou comportamentos quero reconsiderar?
  • Quais competências quero desenvolver?
  • Quais escolhas estão sob minha responsabilidade?
  • Que direção desejo dar à minha vida a partir de agora?

Esse movimento amplia a consciência sobre a própria trajetória e favorece escolhas mais autorais e responsáveis.

A Metáfora da Metamorfose

A representação central da Automorfia é a metamorfose da Lagarta, do Casulo e da Borboleta.

Ela simboliza três grandes movimentos do processo educativo de construção de uma vida mais autoral.

Lagarta — reconhecer

A Lagarta representa a forma de viver construída até o momento.

É o movimento de observar hábitos, influências, repetições, crenças, escolhas e formas de agir que foram sendo incorporadas ao longo da vida.

Não se trata de rejeitar o passado.

Trata-se de compreendê-lo e reconhecer como ele participa das escolhas atuais.

A pergunta central é:

Como estou vivendo hoje e quanto dessa forma de viver corresponde às escolhas que desejo manter?

Casulo — reconstruir

O Casulo representa o movimento consciente de revisão, aprendizagem e construção.

É o espaço educativo no qual a pessoa pode ampliar o conhecimento sobre si mesma, reconhecer seus valores, considerar novas possibilidades, desenvolver competências e experimentar novas formas de agir.

É uma etapa de reflexão, elaboração e escolha.

A pergunta central passa a ser:

Que pessoa desejo me tornar e o que quero aprender, desenvolver e praticar para me aproximar dessa direção?

Borboleta — viver com autoria

A Borboleta representa a passagem da reflexão para escolhas concretas no cotidiano.

Não significa perfeição nem uma vida sem dificuldades.

Representa o exercício contínuo de viver com maior consciência dos próprios valores, escolhas, responsabilidades e possibilidades.

A pergunta central torna-se:

Como transformar minhas escolhas em uma forma mais autoral de viver?

A metamorfose, portanto, não significa transformar alguém em outra pessoa.

Representa um processo educativo de ampliação da consciência, reflexão e escolha, no qual cada participante pode construir, progressivamente, sua própria forma de ser e viver.

Os Pilares da Automorfia

A Automorfia organiza seu processo educativo a partir de princípios integrados.

1. Consciência

Antes de realizar mudanças, é importante perceber como estamos vivendo.

A consciência permite reconhecer hábitos, influências, repetições e escolhas que muitas vezes acontecem de forma automática.

2. Singularidade

Não existe uma fórmula universal de vida correta.

Cada pessoa possui sua história, contexto, valores, possibilidades, responsabilidades e projetos.

A Automorfia respeita essa singularidade e não propõe um modelo único de vida.

3. Valores

Uma vida autoral precisa de referências internas.

A pessoa é convidada a identificar quais valores deseja preservar e utilizar como referência para suas escolhas, decisões e atitudes.

4. Competências

Consciência, por si só, nem sempre é suficiente para produzir mudanças na vida cotidiana.

Por isso, a Automorfia também trabalha educativamente o desenvolvimento de competências que possam ampliar a capacidade de escolher, decidir e agir de forma consciente.

5. Escolha e responsabilidade

Autoria de Vida não significa controlar tudo o que acontece.

Existem circunstâncias, limites e acontecimentos que não dependem exclusivamente da nossa vontade.

Autoria significa reconhecer, dentro da realidade possível, aquilo sobre o que podemos escolher, decidir e agir, assumindo responsabilidade pelas próprias escolhas.

6. Ação autoral

Uma vida autoral não é construída apenas pela reflexão.

É necessário transformar consciência e escolhas em decisões, atitudes, projetos e práticas cotidianas.

A Ação Autoral representa a passagem da intenção para a prática, respeitando as possibilidades, limites e circunstâncias de cada pessoa.

Do Piloto Automático à Autoria de Vida

Uma das ideias centrais da Automorfia é a percepção do piloto automático.

Ao longo da vida, alguns comportamentos tornam-se repetitivos, certas escolhas deixam de ser examinadas e expectativas externas podem passar a orientar decisões sem reflexão consciente. Também é possível continuar seguindo caminhos definidos anos antes sem perguntar se eles ainda correspondem aos valores, prioridades e projetos atuais.

A Automorfia propõe criar momentos de pausa, observação e reflexão sobre essa forma de viver.

O objetivo não é rejeitar tudo aquilo que já existe, mas desenvolver maior clareza para distinguir:

o que desejo preservar, o que desejo reconsiderar e o que quero começar a construir.

Essa capacidade de observar, avaliar e escolher de forma consciente é um dos fundamentos da Autoria de Vida.

O Método Educativo da Automorfia

O percurso educativo da Automorfia pode ser compreendido por meio de seis movimentos integrados:

1. Perceber

O que estou fazendo e repetindo sem perceber?

O primeiro movimento é ampliar a observação sobre a própria forma de viver, identificando padrões, rotinas e escolhas realizadas quase automaticamente.

2. Reconhecer

Quais influências, hábitos e circunstâncias participam das minhas escolhas?

A pessoa passa a compreender melhor os elementos que contribuíram para sua maneira atual de pensar, escolher e agir.

3. Clarificar

Quais valores quero utilizar como referência para minha vida?

Nesse movimento, a pessoa busca maior clareza sobre os valores, prioridades e direções que deseja considerar em suas escolhas.

4. Desenvolver

Quais competências desejo desenvolver ou fortalecer?

A pessoa identifica conhecimentos, habilidades e recursos pessoais que podem ajudá-la a aproximar intenção e prática.

5. Escolher e agir

Qual escolha ou atitude concreta está ao meu alcance agora?

A reflexão começa a se transformar em decisão e ação, respeitando as possibilidades e circunstâncias reais de cada pessoa.

6. Consolidar

Como incorporar essas escolhas ao cotidiano?

O objetivo é transformar decisões conscientes em práticas progressivamente mais coerentes com os valores, projetos e direções escolhidos pela própria pessoa.

Práticas Educativas da Automorfia

A Automorfia utiliza recursos educativos voltados à reflexão, ampliação da consciência, organização de ideias, avaliação de possibilidades, tomada consciente de decisões e construção de projetos pessoais.

Esses recursos não têm finalidade diagnóstica ou terapêutica. Seu objetivo é favorecer processos de aprendizagem, reflexão e desenvolvimento da Autoria de Vida.

  • mapas de influências e referências de vida;
  • exercícios de identificação e reflexão sobre valores;
  • questionários educativos de competências;
  • registros de escolhas e decisões;
  • práticas de atenção e observação do cotidiano;
  • análise educativa de hábitos e padrões de repetição;
  • exercícios de criatividade e geração de alternativas;
  • construção e comparação de possibilidades;
  • Bússola da Vida Autoral;
  • elaboração de projetos de vida;
  • planos de ação;
  • registros de decisões, atitudes e aprendizados;
  • exercícios de reflexão sobre identidade, valores e formas desejadas de viver;
  • práticas educativas de Autoria de Vida.

Esses recursos possuem finalidade exclusivamente educativa.

Não são instrumentos de avaliação psicológica, não produzem diagnóstico e não se destinam ao tratamento de transtornos, sintomas ou condições de saúde.

Quando houver necessidade de avaliação, diagnóstico, tratamento ou acompanhamento em saúde mental, a pessoa deve procurar profissional habilitado.

Para Quem é a Automorfia?

A Automorfia é destinada a pessoas interessadas em ampliar a consciência sobre a própria trajetória, refletir sobre escolhas e desenvolver maior participação na construção da própria vida.

  • rever prioridades;
  • compreender melhor suas escolhas e critérios de decisão;
  • reorganizar projetos pessoais ou profissionais;
  • definir novos objetivos;
  • refletir sobre valores e prioridades;
  • observar e reconsiderar hábitos;
  • desenvolver ou fortalecer competências;
  • atravessar momentos de transição pessoal ou profissional com maior consciência;
  • planejar uma nova etapa da vida;
  • ampliar a autonomia nas próprias escolhas;
  • reconhecer padrões de repetição no cotidiano;
  • buscar maior coerência entre valores, escolhas, decisões e atitudes.

A Automorfia não parte da ideia de que exista algo errado com a pessoa.

Seu ponto de partida é outro:

o ser humano pode aprender continuamente novas formas de compreender sua trajetória, realizar escolhas e participar conscientemente da construção da própria vida.

Automorfia Não é Psicoterapia

A Automorfia possui natureza educativa.

Não realiza avaliação psicológica, diagnóstico ou tratamento de transtornos, sintomas ou condições de saúde. Também não se apresenta como psicoterapia nem como serviço médico, psiquiátrico ou psicológico.

A Automorfia não substitui cuidados profissionais de saúde quando eles forem necessários.

Uma pessoa pode participar de um processo educativo de Autoria de Vida e, ao mesmo tempo, quando necessário, utilizar serviços de Psicologia, Medicina, Psiquiatria ou de outras áreas profissionais habilitadas.

São campos distintos, com objetivos e responsabilidades diferentes.

A Automorfia se situa especificamente no campo da educação para a consciência, reflexão, escolha, responsabilidade, autonomia e Autoria de Vida.

Além da Terapia

A expressão “Além da Terapia”, utilizada na comunicação da Automorfia, não significa superioridade em relação à terapia e não representa substituição de tratamentos ou serviços profissionais.

Nesse contexto, “além” significa situar-se em outro campo de atuação.

Há situações relacionadas à saúde que podem exigir avaliação, tratamento ou acompanhamento profissional.

Há também questões relacionadas a escolhas, valores, prioridades, projetos, aprendizagem e construção da própria trajetória que podem ser trabalhadas em contextos educativos.

É nesse campo educativo que a Automorfia se posiciona.

Formação em Automorfia

A Formação em Automorfia apresenta os fundamentos, princípios, conceitos, método e práticas educativas da abordagem.

Seu objetivo é preparar participantes para compreender e aplicar os recursos educativos da Automorfia dentro dos limites próprios dessa proposta, preservando a distinção entre atividade educativa e atuação profissional regulamentada.

Entre os conteúdos estudados estão:

  • fundamentos da Automorfia;
  • Autoria de Vida;
  • consciência e percepção do piloto automático;
  • influências, hábitos e padrões de repetição;
  • identidade, valores e formas desejadas de viver;
  • competências e recursos pessoais;
  • atenção e observação do cotidiano;
  • escolhas, possibilidades e tomada consciente de decisões;
  • criatividade e construção de alternativas;
  • intuição como elemento de reflexão pessoal;
  • projeto de vida;
  • metáfora da metamorfose;
  • práticas educativas de Autoria de Vida;
  • limites de atuação;
  • ética na condução dos processos educativos;
  • encaminhamento responsável para profissionais habilitados quando necessário;
  • organização e condução de encontros educativos;
  • papel e responsabilidades do Guia Automórfico.

A Formação em Automorfia

A Formação em Automorfia possui natureza de curso livre.

O certificado comprova a participação e a formação realizada na abordagem, mas não corresponde a graduação, pós-graduação ou especialização profissional regulamentada.

A formação em Automorfia também não autoriza o exercício de atividades privativas da Psicologia, Medicina ou de qualquer outra profissão regulamentada.

O Guia Automórfico

O Guia Automórfico é a pessoa formada na abordagem da Automorfia para facilitar processos educativos de Autoria de Vida.

Sua função não é diagnosticar, tratar, prescrever condutas ou determinar o que outra pessoa deve fazer.

O Guia utiliza perguntas, práticas e recursos educativos da Automorfia para favorecer reflexão, aprendizagem, avaliação de possibilidades e realização de escolhas conscientes.

As decisões permanecem sob responsabilidade do participante.

Por isso, o Guia Automórfico não assume posição de autoridade sobre a vida da pessoa. Seu papel é facilitar um processo educativo no qual o participante possa ampliar a consciência sobre sua trajetória e desenvolver maior autonomia em suas escolhas.

Atuação Profissional com Automorfia

A formação pode ser utilizada por pessoas que desejem desenvolver uma atuação educativa como Guia Automórfico ou incorporar conhecimentos e recursos da Automorfia a atividades educativas que já realizam.

Essa utilização deve respeitar os limites da própria Automorfia e, quando o participante possuir uma profissão regulamentada, também os limites legais e éticos correspondentes à sua profissão.

A formação em Automorfia não amplia atribuições profissionais definidas por lei e não autoriza o exercício de atividades reservadas a profissões para as quais a pessoa não possua habilitação.

A atuação do Guia Automórfico permanece no campo educativo da Autoria de Vida.

Automorfia e Outras Áreas do Conhecimento

A construção conceitual da Automorfia dialoga com diferentes áreas do conhecimento, incluindo educação, filosofia, Psicologia e ciências humanas, além de estudos relacionados a valores, autonomia, responsabilidade, aprendizagem, competências, escolhas e construção de sentido.

Essas áreas oferecem referências para estudo, reflexão e desenvolvimento conceitual.

Esse diálogo não transforma conceitos ou teorias dessas áreas em técnicas clínicas da Automorfia.

A identidade da Automorfia permanece educativa e organizada em torno de seu conceito central:

Autoria de Vida.

A Origem da Automorfia

A Automorfia foi criada por Flávio Roberto Pereira a partir de décadas dedicadas ao estudo, ao ensino e ao desenvolvimento humano.

A proposta nasceu da observação de que muitas questões da vida não dizem respeito necessariamente a doenças ou transtornos. Muitas pessoas desejam refletir sobre a maneira como estão vivendo, reconsiderar escolhas, reconhecer valores, reorganizar projetos e construir novas etapas de sua trajetória.

A partir dessa percepção foi estruturada uma abordagem educativa própria, organizada em torno da metáfora da metamorfose e do conceito de Autoria de Vida.

Flávio Roberto Pereira possui também formação em Psicologia. Sua atuação profissional como psicólogo é distinta da Automorfia, que é apresentada e desenvolvida como abordagem educativa.

Uma Nova Pergunta Sobre a Vida

A Automorfia não apresenta uma fórmula pronta de felicidade.

Também não promete eliminar dificuldades, controlar acontecimentos ou produzir uma vida perfeita.

Sua proposta é favorecer um processo educativo no qual a pessoa possa participar com maior consciência da construção da própria trajetória.

Isso envolve:

reconhecer a própria história sem permitir que ela determine todas as escolhas futuras;

observar influências;

identificar valores;

considerar possibilidades;

desenvolver competências;

realizar escolhas;

assumir responsabilidades;

construir projetos;

agir;

avaliar resultados;

reconsiderar caminhos;

e continuar aprendendo.

A Autoria de Vida não acontece em um único momento.

Ela é construída continuamente por meio de reflexão, aprendizagem, escolha e ação.

Faça a Sua Automorfia

Em diferentes momentos da vida, uma pergunta pode ganhar importância:

Estou apenas seguindo a vida que foi se formando ao meu redor ou estou participando conscientemente da vida que desejo construir?

A Automorfia começa nessa pergunta.

Da Lagarta ao Casulo.

Do Casulo à Borboleta.

Da repetição à consciência.

Da consciência à escolha.

Da escolha à ação.

Da ação à Autoria de Vida.

Automorfia. Um Novo Ser. Além da Terapia.

Tire suas dúvidas

1. O que é a Automorfia?

A Automorfia é uma abordagem educativa voltada ao desenvolvimento da Autoria de Vida. Seu objetivo é favorecer reflexão, aprendizagem, escolhas conscientes, responsabilidade e maior participação da pessoa na construção da própria trajetória.

Não. A Automorfia possui natureza educativa. Não realiza avaliação psicológica, diagnóstico ou tratamento de transtornos, sintomas ou condições de saúde e não se apresenta como psicoterapia nem como serviço psicológico, médico ou psiquiátrico.

Quando houver necessidade de cuidado em saúde mental, a Automorfia não substitui o acompanhamento de profissional habilitado.

Não. A Formação em Automorfia é um curso livre e pode ser realizada por pessoas com diferentes formações acadêmicas e profissionais.

Não é necessário possuir graduação em Psicologia, Medicina ou outra área da saúde para estudar Automorfia.

O Guia Automórfico é a pessoa formada na abordagem da Automorfia para facilitar processos educativos de Autoria de Vida.

Seu papel é utilizar perguntas, práticas e recursos educativos para favorecer reflexão, aprendizagem, avaliação de possibilidades e realização de escolhas conscientes.

O Guia não diagnostica, não trata transtornos, não prescreve condutas e não determina o que outra pessoa deve fazer.

Sim. O certificado comprova a formação realizada em Automorfia na modalidade de curso livre.

Ele não corresponde a graduação, pós-graduação ou especialização profissional regulamentada e não concede atribuições reservadas por lei a profissões regulamentadas.

Não.

A formação em Automorfia não autoriza o exercício de atividades privativas da Psicologia, Medicina ou de qualquer outra profissão regulamentada para a qual a pessoa não possua a habilitação legal correspondente.

A atuação do Guia Automórfico permanece no campo educativo da Autoria de Vida.

O Guia Automórfico pode desenvolver atividades de natureza educativa relacionadas à Autoria de Vida, como encontros individuais ou em grupo, oficinas, cursos, programas educativos e atividades de desenvolvimento pessoal ou profissional.

Essa atuação deve respeitar os limites da Automorfia e não pode ser apresentada como diagnóstico, tratamento, psicoterapia ou atendimento de saúde quando o Guia não possuir habilitação legal para essas atividades.

A formação apresenta os fundamentos, princípios, método e práticas educativas da Automorfia.

O participante estuda temas como Autoria de Vida, valores, escolhas, hábitos, competências, projeto de vida, reflexão sobre a própria trajetória, práticas educativas, ética, limites de atuação e encaminhamento responsável.

Também aprende o papel e as responsabilidades do Guia Automórfico.

Sempre que houver necessidade de avaliação, diagnóstico, tratamento ou acompanhamento relacionado à saúde mental, a orientação é procurar um profissional devidamente habilitado.

O Guia Automórfico deve reconhecer os limites de sua atuação e realizar encaminhamento responsável quando a situação ultrapassar o campo educativo da Automorfia.

Sim, desde que sejam respeitados os limites de cada área.

Uma pessoa pode utilizar conhecimentos e recursos educativos da Automorfia em atividades compatíveis com sua formação e atuação profissional.

Profissionais pertencentes a profissões regulamentadas também devem observar as normas legais e éticas de seus respectivos conselhos profissionais.

DÚVIDAS?

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AVISO LEGAL. ÉTICO E PEDAGÓGICO.

O Instituto Flávio Pereira – IFP, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ nº 01.381.109/0001-38, atua exclusivamente como instituição
educacional, com foco na oferta de cursos livres, voltados à formação
teórica, crítica, histórica, metodológica e interdisciplinar nas áreas de
Psicanálise, Psicoterapia e campos correlatos, observando rigorosamente a legislação brasileira vigente.

1. Natureza Educacional das Atividades
As atividades desenvolvidas pelo IFP possuem natureza estritamente
pedagógica e educacional, enquadrando-se como Cursos Livres de
Formação Inicial e Continuada ou Qualificação Profissional, não se
confundindo, em nenhuma hipótese, com:
– prestação de serviços psicológicos;
– atendimento clínico;
– diagnóstico;
– tratamento;
– intervenção em saúde;
– emissão de laudos, pareceres ou relatórios psicológicos;
– ou qualquer outro ato privativo de profissões regulamentadas.

2. Fundamentação Legal dos Cursos Livres
A atuação educacional do IFP encontra amparo expresso na legislação federal, especialmente:


9. a) Lei nº 9.394/1996 (LDB), art. 42, autoriza a oferta de cursos livres de educação profissional, independentemente de nível de escolaridade, condicionados à capacidade de aproveitamento do aluno.


10. b) Decreto nº 5.154/2004, art. 1º
Reconhece e legitima a oferta de cursos de formação inicial e continuada, sem exigência de autorização ou reconhecimento por Conselhos Profissionais.

11. c) Constituição Federal de 1988
– Art. 5º, II e XIII: princípio da legalidade e liberdade do exercício de trabalho, ofício ou profissão, nos limites da lei;
– Art. 5º, IX: liberdade de expressão intelectual, científica e artística;
– Art. 206, III: liberdade de ensinar, aprender, pesquisar e divulgar o pensamento.

13. d) Lei nº 13.874/2019 (Lei da Liberdade Econômica)
Assegura o livre exercício de atividades econômicas lícitas e a oferta de serviços educacionais inovadores.

14. e) Constituição Federal, art. 170
Garante a livre iniciativa como fundamento da ordem econômica.

15. Psicologia, Psicoterapia e Limites do Sistema Conselhos
A Lei nº 4.119/1962, que regulamenta a profissão de psicólogo, não
estabelece exclusividade legal da psicoterapia, tampouco proíbe a oferta de cursos livres relacionados à Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC),
Psicanálise ou outras abordagens psicoterapêuticas.
A Lei nº 5.766/1971 e o Decreto nº 79.822/1977 limitam-se a criar e organizar o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Psicologia, atribuindo-lhes competência fiscalizatória exclusivamente sobre psicólogos legalmente inscritos, não lhes conferindo poder normativo para:
– restringir práticas lícitas exercidas por não psicólogos;
– regulamentar cursos livres;
– criar monopólio profissional sobre campos interdisciplinares;
– ou ampliar, por via administrativa, atos privativos além do que a lei
estabelece.

4. Uso de Terminologia Técnica

A utilização de termos como “Psicanálise”, “Psicoterapia”, “Terapia”, “Terapia Cognitivo-
Comportamental (TCC)”, “Saúde Mental” ou expressões correlatas neste
site refere-se exclusivamente ao estudo teórico, histórico, metodológico e conceitual dessas abordagens, em ambiente educacional.
Tal uso não implica:
– oferta de atendimento ao público;
– promessa de resultados clínicos;
– indução à prática irregular de atos privativos da Psicologia;
– nem substituição da formação acadêmica exigida por lei para profissões regulamentadas.

5. Alunos, Certificação e Responsabilidade Profissional
A participação em cursos, aulas, eventos, mentorias ou grupos de estudo
promovidos pelo IFP:
– não confere título profissional regulamentado;
– não equivale a graduação ou pós-graduação;
– não autoriza o uso do título de psicólogo;
– não habilita à realização de testes, avaliações psicológicas ou atos
privativos da Psicologia.
A eventual atuação profissional do aluno, em qualquer área, é de sua inteira e exclusiva responsabilidade, devendo observar a legislação, os limites éticos e as normas aplicáveis à sua realidade profissional.

6. Docência e Titulação do Professor
O Professor Flávio Roberto Pereira atua nesta plataforma na condição de
Bacharel em Psicologia, utilizando sua formação acadêmica para fins
exclusivamente educacionais, em conformidade com o direito constitucional à liberdade de ensino e de cátedra.
Tal menção possui caráter informativo e curricular, não configurando
publicidade de atendimento psicológico, nem vinculação institucional do IFP a Conselhos Profissionais.

7. Publicidade, Resultados e Boa-fé
A comunicação institucional do IFP observa:
– o Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990, art. 37);
– as normas do CONAR aplicáveis à publicidade educacional.
Não há promessa de cura, sucesso terapêutico ou retorno financeiro garantido.
Eventuais menções a desenvolvimento profissional ou sucesso na carreira referem-se exclusivamente ao potencial empreendedor e educacional do aluno, variáveis conforme fatores individuais.
O Instituto pauta sua atuação pela boa-fé objetiva, transparência e
responsabilidade informativa.

8. Ciência, Pluralismo e Interdisciplinaridade
O IFP promove o pluralismo científico, a reflexão crítica e o debate acadêmico qualificado, reconhecendo os limites epistemológicos das teorias psicológicas e psicoterapêuticas, em consonância com a literatura científica contemporânea e com manifestações institucionais do próprio Conselho Federal de Psicologia.

9. Aceitação
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